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quinta-feira, 9 de julho de 2009

De Felícia para o desemprego

Cara, eu nunca tive medo de você! Qualé a sua pra cima de mim? Vai querer tocar o terror agora? Você não vai conseguir me fazer pensar pequeno, me fazer mudar meus planos. Qualé? Vamos falar um pouco sobre a sua ociosidade, talvez a falta do que fazer, te leve a importunar quem está trabalhando honestamente. Aliás, por que essa obsessão em desajustar as coisas? Por que gosta tanto de chegar de surpresa, no momento errado? Afinal não existe momento certo, você nunca é bem vindo. Deveria procurar uma ocupação, deixar o pobre de lado, vai atrás daqueles que recebem sem nem aparecer no local de trabalho, os que só recebem para o fútil, os esbanjadores. Mas não, você prefere os que são trabalhadores de verdade, os que precisam dos seus empregos assim como os recém-nascidos precisam da mãe, esse sim é interessante, esse sim tem medo de você! É, você anda exigente né? Antes as vítimas mais freqüentes eram os que tinham menos qualificações, agora, é graduado, pós-graduado, mestrado,... Enfim, a crise está de dando novas opções de carreiras para destruir. No exterior, a cada mês seus índices crescem. Já é quase 10%. E as bolsas? Até nas bolsas você interfere, quanta notoriedade. Engraçado apesar de ter um emprego grudado em você, ainda assim fica vadiando por aí. Você deveria sentir vergonha de si mesmo, você prejudica o desenvolvimento do indivíduo, ataca sua dignidade, atrai a miséria, afeta países inteiros. Você não enxerga que você não é um NADA? Que sem o emprego você não existiria? Mas ainda assim, insiste em acabar com ele. Você não vê que sem ele você é apenas um trio de letras, um D, um E e um S. Fazer o quê? Você pode se dá ao luxo de ser um NADA, não tem contas no final do mês mesmo! Só que eu tenho contas a pagar. Saiba que vou seguir em sua desagradável companhia, mas não sendo um NADA como você. Eu vou sair dessa, essa é a última vez que lhe dirijo a palavra, não vale a pena você não quer nada com nada. Vou ignorá-lo e enxergar somente as possibilidades. Você, a partir de agora deixa de ser o presente e passar a ser o passado. Você é uma experiência dolorosa para alguns, para os que pensam fechado e os que procuram emprego no lugar errado! Eu vou enxergar o que você não me deixou ver, porque além de tirar os nossos empregos, você ainda nos cega. Deixamos as possibilidades passar porque estamos muito ocupados pensando em você. E se eu abrir meu próprio negócio? Então você se ferra, pois além de mim vou empregar outras pessoas. Acabou! Deixo essa mensagem aos que assim como eu, viveram ou estão vivendo esse momento de vacas tuberculosas. Não diga que você está desempregado, diga pra si mesmo: “Eu não estou empregado hoje. Mas amanhã, eu estarei empregando”

4 comentários:

  1. Adoro textos assim, prrabéns!
    ( Elaine Piton )

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  2. Adoreeei seu blog tb Felicia. A idéia do tema e a sua desenvoltura nos textos. Pode ter certeza q serei uma seguidora assídua. Parabéns!!!

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  3. Blz, mutio bom!
    Ass:Th@ís

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  4. Aldinete Philipina11 de julho de 2009 14:28

    Vacas tuberculosas, amei!

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